Certificações WELL e FITWEL, um breve comparativo

A construção sustentável é uma demanda que além de não parar de crescer, é um caminho de mão única. Empresas que hoje não investem em construção sustentável estão ficando para trás perante a seus concorrentes. Mesmo em tempos de crise, esta foi uma demanda que sempre esteve em pauta e já é ponto comum para o mercado e para os especialistas do setor que sua aplicação é um caminho sem volta, algo quase como que obrigatório para o mercado.

Mas o que mais as empresas estão fazendo para ir além da sustentabilidade? Proprietários, investidores e operadores estão percebendo que não basta somente focar em itens de sustentabilidade mas também dar atenção à saúde humana. Fatores como absenteísmo, presenteísmo, falta de produtividade, despesas médicas, entre outras, muitas vezes representam custos muito maiores às empresas (saiba mais em nosso e-book) do que a economia que elas recebem através de práticas eficiência energética e hídrica, por exemplo. E é exatamente sobre essas preocupações que as Certificações WELL e Fiwel trabalham.

Ambas as certificações concentram esforços em focar no bem-estar, saúde e qualidade de vida dos ocupantes das edificações, indo além dos princípios de sustentabilidade e trazendo, finalmente, as pessoas para o centro de decisões dos projetos, sendo chamadas até de “segunda onda” das certificações de sustentabilidade. Entretanto tratam-se de certificações distintas e que atendem à objetivos diferentes. Eu, sempre entusiasta das certificações, particularmente gosto muito de ambas, pois são excelentes ferramentas para agregar saúde, bem-estar, felicidade e produtividade aos ocupantes das construções. Desta forma, cabe sempre conversar com especialistas para entender qual a certificação faz mais sentido para o seu empreendimento.

A Certificação WELL, a mais conhecida entre elas, é outorgada pelo International Well Building Institute, uma Benefit Corporation, ou seja; tem fins lucrativos mas em cima de um objetivo maior, que é a saúde das pessoas dentro das organizações. Foi lançada em 2015, mas levou 7 anos para ser desenvolvida, se baseando em uma série de evidências científicas de estudos realizados pelas comunidades médica, cientifica e da engenharia. Como parte de seu corpo técnico veio do USGBC (organização que controla a Certificação LEED), sua estrutura é muito semelhante, com 10 áreas de avaliação subdivididas entre 117 itens obrigatórios e pontuáveis (pré-condições e otimizações), além de utilizarem a mesma plataforma de auditoria do LEED; o WELL Online, auditado pelo GBCI. Atualmente a certificação já esta na versão 2 e pode ser aplicada a qualquer tipo de edificação. Um grande diferencial desta certificação é a auditoria inloco, em que o auditor capacitado coleta uma série de amostras de qualidade do ar e da água, além de realizar testesde performance, a fim de comprovar a qualidade dos ambientes. Mas, apesar de ser fundamental, esta verificação inloco, acaba sendo um dos fatores que encarecem a aplicação da Certificação no Brasil. Seus FEES são muito altos, especialmente agora em que nossa moeda esta muito desvalorizada perante ao dólar.

Já a Certificação Fitwel foi Lançada como piloto em 2014 pelo Governo Federal Americano como estratégia de saúde publica preventiva, e é operada pelo The Center for Active Design. Já esta em sua versão 2.1 e possui 55 métricas de projeto e de operação que podem conceder até 144 pontos, subdivididas em 12 seções, que representam 7 categorias de impacto.

O Centro de Projeto Ativo – Center for Active Design (CfAD) é uma organização sem fins lucrativos que trabalha na interseção da saúde e do ambiente construído. Foi lançado pelo prefeito Michael Bloomberg em 2011, para transformar o programa Active Design de Nova York em um movimento internacional. Nos últimos cinco anos se tornou global, alcançando mais de 180 países e recentemente foi selecionado pelo governo federal americano para ser o operador licenciado da Fitwel.

Diferentemente do WELL, a Fitwel tem fees muito mais acessíveis, mas ainda não é aplicável a todas as tipologias de edificações. Possuem guias específicos para edifícios corporativos, escritórios e edifícios residenciais, além de possuirem projetos piloto para varejo e comunidades.

Por serem certificações muito novas, ambas estão passando por constantes ajustes e otimizações. O objetivo deste artigo não é comparar tecnicamente uma e outra, nem entrar no detalhe das áreas de estudo de cada uma delas; que pode ser mérito para um futuro post. Mas deixo abaixo um resumo comparativo da estrutura de cada uma delas, com suas principais diferenças e semelhanças;

FITWEL WELL
Ano de lançamento 2014 2015
Organização Controladora Center for Active Design  – CfAD International Well Building Institute – IWBI
Pré -requisitos obrigatórios Não Sim (23 pré-condições)
Pontuação até 144 até 117
Níveis de Certificado 3 níveis:                               90 a 104 pontos – 1 estrela                                 105 a 124 pontos – 2 estrelas                                125 a 144 pontos – 3 estrelas 3 níveis:                                      50 pontos – Prata                    60 pontos – Ouro                    80 pontos – Platina
Tipologias Edifícios corporativos, escritórios e edifícios residenciais novos ou existentes.                                Atualmente em fase piloto para varejo e comunidades Todas para edificações novas ou existentes.              As que não possuem guias específicos podem ser aplicadas como piloto
Auditoria Documental online Documental online e Inloco
Recertificação Sim, a cada 3 anos Sim, a cada 3 anos
FEES Registro taxa única              U$ 500,00 Registro variável por m2    de U$1.800,00 a U$4.200,00
Certificação – variável por m2 mínimo U$ 5.500,00 para até 4.645m2 máximo U$8.000,00 para até 92.900m2.                              Acima de 100.000m2 valores sob consulta Certificação – variável por m2  mínimo U$ 5.000,00 para até 4.645m máximo U$ 145.000,00 para até 2.900m2.                          Acima de 100.000m2 valores sob consulta            *Obs. Nesses valores não estão incluídos os FEES de auditoria inloco, que chegam a um acréscimo médio de 50% do valor do FEE

Certamente posso afirmar que a Fitwel é tecnicamente mais fácil e exige menos tempo para ser aplicada do que o WELL. Com base nisso, você deve estar se perguntando: “Se a Fitwel é mais fácil e mais barata, por quê eu escolheria a WELL?” Esta também é a pergunta clássica dos meus clientes!

E minha resposta clássica é; depende do que você busca! Depende das condições técnicas de seu projeto – a Fitwel pode parecer mais simples, mas como não tem itens obrigatórios, o projeto precisa de uma quantidade mínima de pontos para se certificar e, muitas vezes eles não são tão simples quanto parecem. Depende também de seus objetivos e expectativas quanto à certificação. Se você busca retorno quanto à imagem e reputação, talvez a WELL faça mais sentido, justamente por ser mais rigorosa, o mercado tende a imaginar que seu nível de esforço e investimento foram maiores, e consequentemente as melhorias em seu projeto também são mais tangíveis. Hoje é bastante representativa quantidade de grandes corporações (listadas em bolsa) e sedes de grandes bancos buscando a Certificação WELL.

A Fitwel pode ser melhor para grandes edifícios existentes, edifícios com multiusuários, empresas cujo o investimento inicial é fator determinante e até edifícios governamentais. Já o WELL pode ser mais adequado para novos projetos, edifícios monousuários ou Core & Shell, interiores comerciais e outras tipologias ainda não abarcadas pelo Fitwel.

Reforço, portanto, que antes de optar entre uma ou outra, levando em consideração somente um fator (por exemplo se pautar pelo valor dos FEES), converse sempre com um consultor especialista. Ele será capaz, com base naquilo que você espera e, melhor ainda, através de um estudo diagnóstico, de indicar qual a certificação é mais interessante ao seu empreendimento, levando em consideração requisitos técnicos e possíveis retornos em reputação, imagem e financeiro.

A StraubJunqueira é uma empresa de consultoria que conta em seu corpo técnico com profissionais Acreditados WELL AP e FITWEL Ambassador, além de ser pioneira na Certificação WELL no Brasil e América Latina.

Por Arq. Luiza Junqueira, WELL AP e Fitwel Ambassador

 

Palestra WELL Dia 27/9 – GRUPAS

Olá!

O GRUPAS – Grupo de Gestores de Facilities – nos convidou para dar uma palestra sobre Bem-Estar e Qualidade de Vida para ambientes corporativos com foco na Certificação WELL Building Standard.

A palestra será minstrada pelo Eng. Eduardo Straub as 11h do dia 27/9 no auditório da DOW Química.

Clique AQUI para realizar a sua inscrição e conferir a programação completa!

Abraços e nos vemos lá!

Equipe StraubJunqueira

 

 

Você se preocupa com os agrotóxicos, na sua alimentação? É hora de começar a pensar nisto!

Outro dia ouvi de alguém que nós, brasileiros, consumimos em média 4 litros de agrotóxicos por ano. Não sou engenheiro agrônomo e, honestamente, não entendo mais sobre agrotóxicos do que qualquer pessoa que conheço. Mas confesso que achei bem alto esse número e resolvi dar uma pesquisada para sondar se esse dado é real.

Vou fazer um breve resumo de tudo o que eu li e deixar você tirar suas conclusões.

Segundo o dossiê ABRASCO, 70% dos alimentos in-natura estão contaminados com agrotóxicos. Sendo que a ANVISA alerta que 28% contém substâncias não autorizadas. (EL PAÍS, 2015)

A OMS associa a substância glifosato ao câncer e, segundo o IBAMA, essa foi a substância mais vendida no Brasil em 2013. Mais! Uma pesquisadora sênior do MIT, Stephanie Seneff , alerta que o glifosato será o responsável por termos mais de 50% das crianças autistas até 2025. (THEMINDUNLEASHED, 2014).

Outra substância é o 2,4-diclorofenoxiacético, que é um dos ingredientes do chamado “agente laranja”, que foi pulverizado pelos Estados Unidos durante a Guerra do Vietnã, e que deixou sequelas em uma geração de crianças que, ainda hoje, nascem deformadas, sem braços e pernas. Essa substância tem seu uso permitido no Brasil e está sendo reavaliada pela Anvisa desde 2006. Ou seja, faz quase dez anos que ela está em análise inconclusa.(EL PAÍS, 2015)

A venda de agrotóxicos no Brasil em 2010 teve um aumento de 190% em comparação a 2009. Isso significa que cada brasileiro consome cerca de cinco quilos de venenos agrícolas por ano. Os dados fazem parte de um estudo da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), baseado em informações disponibilizadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). (EBC, 2012)

Segundo um levantamento da Anvisa, o pimentão é a hortaliça mais contaminada por agrotóxicos (segundo a Agência, 92% pimentões estudados estavam contaminados), seguido do morango (63%), pepino (57%), alface (54%), cenoura (49%), abacaxi (32%), beterraba (32%) e mamão (30%). Há diversos estudos que apontam que alguma substâncias estão presentes, inclusive, no leite materno. (EL PAÍS, 2015)

Mais de 30 tipos de pesticidas proibidos na União Europeia continuam a ser usados no Brasil, como o endosulfan, clorado que se aloja na gordura e, por isso, pode ser encontrado inclusive no leite materno. Mesmo com o uso de EPIs, é impossível estar imune a esses produtos, acentua Wanderlei Pignati. (IHU, 2013)

Engraçado que ao ler a parte dos EPIs no parágrafo acima, me lembrei de uma outra matéria que li no ano passado sobre a relação entre suicídios e agrotóxicos entre os produtores de tabaco no Rio Grande do Sul. Acontece que as empresas fumageiras “orientam” corretamente os agricultores sobre o uso de EPIs na aplicação do agrotóxico, porém…

“o agrotóxico, para fazer efeito, tem que ser aplicado quando tem sol, naqueles calorões infernais de novembro. O suor embaça os óculos (do equipamento), a máscara sufoca, falta ar. A luva prejudica a coordenação motora fina”, conta Mateus Rossato, 35 anos, que trabalhou na lavoura da família dos 12 aos 20 anos, em Nova Palma, a 224 km da capital gaúcha. ( G1, 2016)

O MMA traz uma publicação sobre agrotóxicos e menciona parte da Lei 7.802/89 que dispõe sobre a pesquisa, a experimentação, a produção, a embalagem e rotulagem, o transporte, o armazenamento, a comercialização, a propaganda comercial, a utilização, a importação, a exportação, o destino final dos resíduos e embalagens, o registro, a classificação, o controle, a inspeção e a fiscalização de agrotóxicos, seus componentes e afins. (MMA)

Vale ler também uma matéria do O GLOBO em que publicarei apenas a manchete aqui. “Brasil fiscaliza agrotóxico só em 13 alimentos, enquanto EUA e Europa analisam 300”. (O GLOBO, 2014)

Por fim, para não dizerem que tenho apenas um lado, tem uma publicação que desmistifica que ingerimos 5,2 litros de agrotóxicos por ano e que os cálculos feitos por quem chegou nesse resultado são grosseiros. (VEJA, 2015 – Caçador de Mitos).

Mas a pergunta que fica é “O que podemos fazer? Estamos rendidos?”

O capítulo de Qualidade da Água para consumo humano do WELL traz uma pesquisa feita pelo U.S. Geological Survey de 1990 que aponta pesticidas em todos os rios de áreas agrícolas, urbanas e em 30% a 60% das águas subterrâneas. Essas substâncias podem contaminar os sistemas de abastecimento de água e de drenagem. A estratégia é utilizar filtros de carbono para eliminar substâncias como a Atrazina, associada a problemas endócrinos e cardiovasculares. Simazina, Glifosato, Nitrato e 2,4-diclorofenoxiacético.

Outra tendência mundial são os Urban Farmings, em que as pessoas criam hortas nas cidades para abastecimento próprio. Já há casos de restaurantes produzindo seus próprios alimentos para servir a seus clientes. O WELL traz no capítulo de alimentação que não há pesquisas conclusivas sobre os efeitos na saúde ao se consumir alimentos orgânicos e não orgânicos, porém, estudos apontam que há níveis mais altos de antioxidantes e níveis mais baixos de pesticidas e de bactérias resistentes a antibióticos em alimentos orgânicos comparados aos convencionais.

Sem dúvidas esse será um dos nossos grandes desafios. Como produzir alimentos mais saudáveis e em grandes quantidades?

Dependemos de ações mais assertivas por parte do governo e de estudos mais conclusivos por parte da academia e das empresas fabricantes. No entanto, o jeito por enquanto é irmos traçando nossas próprias estratégias para minimizar o problema. Qual é a sua?

Abraços e até a próxima.

Obs. Não deixe de comentar!

Eduardo Straub

Webinar Sustentabilidade Aplicada: Avaliação do Ciclo de Vida de Edificação e o Crédito LEED

No dia 03/05, às 14h, a StraubJunqueira, em parceria com a eTooL, promoverão uma palestra online gratuita sobre Avaliação do Ciclo de Vida de Edificação e o Crédito LEED. Como sempre, você é nosso convidado!

Os objetivos do webinar são:

· Demonstrar o benefício da ACV como ferramenta de tomada de decisão para edificação sustentável
· Explicar os conceitos fundamentais para conduzir uma ACV de edificação
· Apresentar a quantificação do desempenho ambiental através de um estudo de caso residencial
· Aplicação na Certificação LEED

Faça sua inscrição e garanta presença através do Link https://goo.gl/ssHcdm . Próximo a data do evento você irá receber no e-mail cadastrado o link de acesso ao vivo. A palestra tem duração prevista de 45min e mais uma rodada de perguntas de 15min.

Aproveite este webinar onde os Engenheiros Henrique Mendonça e Eduardo Straub irão compartilhar a experiência da eTool nessa área, apresentar oportunidades para o Brasil e o resultado de um estudo de Caso residencial que busca a Certificação GBC Casa.

A StraubJunqueira é uma empresa de consultoria em sustentabilidade, qualidade de vida, saúde e bem-estar para toda a cadeia de construção civil e ambiente construído. A eTool é uma empresa de engenharia e desenvolvimento de software especializada em Avaliação do Ciclo de Vida de Edificação. São mais de 300 ACV de Edificações desde 2010 para projetos localizados nas América, Europa e Austrália, e certificações LEED, BREEAm, Green Star, entre outras.

Esperamos você!

Semana WELL

Esta semana espalhamos um pouco mais de conhecimento sobre o WELL!

Na última quarta-feira (05.04) participamos do Fórum Pernambucano de Construções Sustentáveis com o tema “Certificações Ambientais na Construção Civil” e ontem (06.04) foi o dia do “Fórum Construção e Arquitetura Sustentável” da Expo Arquitetura Sustentável.

Em ambas as oportunidades falamos sobre a Certificação WELL, expondo seus diferenciais e benefícios. Por tratar-se de um tema muito novo, ainda há um grande desconhecimento a respeito da mesma e consequentemente percebemos grande interesse do público em geral em saber mais sobre esta nova tendência das construções sustentáveis. Na oportunidade aproveitamos para apresentar também o estudo de caso do Primeiro Projeto Certificado WELL no mundo, fora dos Estados Unidos – Case Setri.

A Certificação WELL é a primeira a levar as pessoas ao centro da decisões de projeto, e seu grande diferencial é que trabalha de forma complementar às outras certificações ambientais, portanto é possível buscar uma certificação ambiental, tal como o LEED, AQUA ou GBC Casa e ainda buscar a certificação WELL, com foco em saúde e bem-estar!

Hoje já são 349 projetos buscando a Certificação WELL no mundo e 20 já efetivamente certificados.

Gostaríamos de agradecer tanto ao Sinduscon-PE quanto à curadoria da Expo Arquitetura Sustentável pela oportunidade!

Caso tenha interesse em receber o conteúdo das palestras, envie um e-mail para: contato@straubjunqueira.com.br

  

 

Primeiro escritório com Certificação WELL na América Latina será apresentado na Expo Arquitetura Sustentável

No dia 06/04 as 16h30, a SJ estará presente no Fórum de Construção Sustentável, que faz parte da Expo Arquitetura Sustentável. O evento acontece de forma simultânea a outros dois grandes eventos do setor de construção e tecnologias ambientais – Feicon e  Pollutec.

Na ocasião, a Arq. Luiza Junqueira irá apresentar o Case da 1 Certificação WELL da América Latina; a nova geração de Certificações para ambientes construídos, que visa a saúde e bem-estar das pessoas, trazendo curiosidades sobre os desafios técnicos e benefícios que uma certificação como essa pode gerar.

Acesse o link, faça sua inscrição e confira a programação completa! https://goo.gl/wRtYMI

 

MAS AFINAL, POR QUE MELHORAR O AMBIENTE DE TRABALHO DAS EMPRESAS?

Foto: http://www.interaction.uk.com/case-studies/magna-housing/
As pessoas passam hoje mais de 90% do seu tempo no interior de edificações e melhorar os ambientes internos ajuda a elevar a saúde, bem-estar e qualidade de vida dos ocupantes. Isso é fato. Quem não gosta de se sentir bem? Quem não pratica melhor suas atividades quando mais felizes e sem preocupações?
Mas indo para o mundo corporativo, por que uma empresa investiria na melhoria do seu ambiente corporativo? Qual seria o retorno financeiro?
Pois bem, um estudo realizado pelo U.S. Green Building Council e o U.S. Environmental Protection Agency, traduzido no documento “Sustainable Building Technical Manual”, traz informações sobre os custos de uma edificação ao longo de sua vida útil.
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Fonte: Osso, Annette. Sustainable Building Technical Manual. [Online] 1994. Public Technology, Inc.
Em outras palavras, analisando todos os custos de uma edificação desde a fase de projeto e concepção, passando pela construção, operação e manutenção, os maiores gastos são com as pessoas que ali trabalham. Ao final do ciclo de vida do edifício, que ocorre com sua demolição ou restauração, para cada 100 reais gastos, 92 reais foram para pagar as pessoas que trabalharam no seu interior.
Vendo por essa perspectiva, sai muito mais barato para a empresa readequar o ambiente de trabalho e elevar os padrões de saúde e bem-estar dos colaboradores do que absorver faltas por saúde física ou mental, ter ambientes que causem distração com ruídos e odores ou pior ainda, ter funcionários desmotivados.
Sabe-se hoje que ambientes convencionais, ou seja, que não foram pensados nas pessoas que os ocupam, podem prejudicar e muito a saúde das pessoas. E olha que não estamos falando de ambientes insalubres. A causa número 1 de casos de invalidez e afastamento no trabalho são por motivos de desordem mental e comportamento, 22,7% para ser mais exato. O segundo é relacionado a desordens musculares e esqueleto com 11,2% dos casos.
E para encerrar, se pudéssemos expressar todo esse artigo em uma única equação, seria essa:
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No dia 4 de Julho de 2016, a StraubJunqueira irá realizar um WEBINAR gratuito com o apoio do GBC Brasil sobre Bem-Estar & Produtividade. Quem quiser se inscrever, segue o link https://goo.gl/1aMu46 . Aguardamos todos lá!
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Um Abraço,
Eduardo Straub
Diretor Técnico em Sustentabilidade

Agenda de Palestras – Segundo Semestre 2016

Nossa agenda de eventos do segundo semestre promete ser intensa!Vamos participar de diversos eventos, palestrando e espalhando conhecimento sobre sustentabilidade.
São eles:

– 04.07, 14hrs: Webinar Bem Estar & Produtividade
https://goo.gl/1aMu46

– 17.08: VI SeTEC Semana Temática de EngenhariaCivil e Ambiental do Centro de EngenhariaCivil e Ambiental, Poli USP
11hrs LEED no Brasil: Energia e Construção
https://realize.me/p/403/setec

– 10.08: GREENBUILDING BRASIL 2016
17:30h Retorno Financeiro Vs. Produtividade – Primeiro Case WELL do Brasil
http://expogbcbrasil.org.br/2016/sessoes-educacionais/

– 21.08: XIII SIGA – Seminário para Interação em Gestão Ambiental, ESALQ USP
14h às 18h Minicurso Certificação de Edificações Sustentáveis
http://www.esiga.org.br

– 22.09: Conchuva – Congresso Nacional sobre Aproveitamento de Água de Chuva
15hrs A Água de chuva na Certificação LEED v4 – Desafios e Oportunidades
http://conchuva.com.br
Já dizia Paulo Freire; “Ensinar não é transferir conhecimento, mas criar as possibilidades para a sua própria produção ou a sua construção”

Estão todos convidados!

www.straubjunqueira.com.br

Artigo Sobre o WELL na AECWEB

A AECweb publicou um artigo sobre o sistema WELL em seu site. A SJ contribuiu para esse artigo com o case da SETRI e também com alguns dados técnicos.

Segue abaixo o link do site e o texto na íntegra.

http://www.aecweb.com.br/cont/m/rev/certificacao-well-traz-saude-e-bem-estar-a-ocupantes-de-edificacoes_13114_0_1

Certificação WELL traz saúde e bem-estar a ocupantes de edificações

Criada em 2014 e recém-chegada ao Brasil, ferramenta estabelece requisitos de desempenho em sete categorias, entre elas ar, água e iluminação

Redação AECweb / e-Construmarket

O escritório da empresa Setri é o primeiro case em fase de certificação Well (foto/divulgação Setri)

Resultado de sete anos de pesquisas desenvolvidas por profissionais da medicina, ciências e construção civil, a certificação WELL Building Standard é a primeira no mundo a se concentrar exclusivamente na saúde e bem-estar dos ocupantes das edificações. “Considerando que as pessoas passam cerca de 90% do seu tempo em ambientes construídos, é fundamental avaliar o impacto desses locais em seus usuários”, destaca a arquiteta Maíra Macedo, coordenadora de Relações Institucionais e Governamentais no Green Building Council Brasil (GBC Brasil).

Lançada em 2014 pelo International WELL Building Institute (IWBI) e administrada em parceria com o órgão certificador Green Building Certification Institute (GBCI), a certificação WELL estabelecerequisitos de desempenho em sete categorias: ar, água, alimentação, iluminação, fitness, conforto e mente.

O primeiro case, em fase de certificação, é do escritório da empresa Setri, em São Paulo, que conta com a consultoria da StraubJunqueira. Para Macedo, o case será referência no país. A obtenção da certificação começa com a equipe responsável registrando o empreendimento na plataforma digital WELL Online e enviando toda a documentação necessária. Para tanto, a edificação precisa estar com, pelo menos, 50% de sua ocupação durante período mínimo de um mês.

“Espaços certificados podem ajudar a criar um ambiente construído que melhore a alimentação, a condição física, o humor, os padrões de sono e o desempenho de seus ocupantes”

Maíra Macedo

Depois que a documentação é aprovada, tem início a etapa de verificação de desempenho, quando diversas medições são feitas no empreendimento. “Espaços certificados podem ajudar a criar um ambiente construído que melhore a alimentação, a condição física, o humor, os padrões de sono e o desempenho de seus ocupantes”, fala Macedo. É o caso, por exemplo, da categoria ar, que avalia aspectos como a existência de micróbios e mofos que podem surgir nas serpentinas dos sistemas de HVAC e desencadear dores de cabeça, alergias ou outras doenças do sistema respiratório.

Para satisfazer os requisitos da categoria alimentação, as refeições e bebidas vendidas ou distribuídas no local devem cumprir determinadas condições de rotulagem, contendo informações nutricionais. “O objetivo é desestimular o consumo de alimentos com ingredientes processados, que contêm índices elevados de açúcar, calorias e gorduras”, completa.

SISTEMAS E SOLUÇÕES

A certificação WELL abrange 102 características do empreendimento, dividas em pré-condições e otimizações, sendo que cada uma delas é desmembrada em partes a serem atendidas através de projeto, medições ou protocolo (relatórios, cartas, documentações).

“São inúmeras as soluções e sistemas possíveis que podem contribuir para obtenção da certificação”, informa a arquiteta. Voltando ao exemplo da categoria ar, o controle de mofos e micróbios pode ser feito com o uso de lâmpada ultravioleta sobre as serpentinas de resfriamento e drenagem nos sistemas mecânicos.

A certificação tem, ainda, exigências mais simples, como a adoção de política de viagens de negócios, com preferência para voos que não ocorram na madrugada, ou, se for indispensável, que o funcionário possa trabalhar remotamente no dia da chegada.

A certificação WELL também leva em consideração a correta especificação de mobiliário ativo, o desenvolvimento de espaços para atividades físicas (tanto externos como internos), a instalação de equipamentos de ginástica, o planejamento acústico e a incorporação da natureza no ambiente. “A certificação foi concebida para complementar outros selos de green building, incluindo o Leadership in Energy and Environmental Design (LEED), com uma nova abordagem para melhor atender à saúde humana e à sustentabilidade ambiental dentro dos edifícios”, destaca Macedo.

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LEED E WELL JUNTOS

O GBCI e o IWBI estudam como o LEED e o WELL podem trabalhar em conjunto, tornando mais fácil para os projetos obterem as duas certificações. São três as categorias do selo WELL: Silver, Gold e Platinum, porém não há o Certified como no LEED, e a avaliação é feita através de percentual e não por pontuação. “Para conquistar qualquer uma das categorias, é necessário o atendimento de todas as pré-condições estabelecidas e uma percentagem das otimizações”, explica a arquiteta.

A primeira versão da certificação abrange as tipologias de edifícios (novos ou já existentes) de escritórios comerciais e institucionais, bem como projetos de interiores até a categoria Core & Shell, que contempla a envoltória do empreendimento, incluindo janelas e vidros na fachada, sistema de aquecimento, refrigeração e ventilação, entre outros.

Visando a melhoria contínua e o avanço da certificação, foram desenvolvidos pelo IWBI programas pilotos para o setor de varejo, residências, educação, restaurantes, cozinhas comerciais, instalações de saúde, instalações esportivas e setor público. Após receber o WELL, a edificação precisa passar, a cada três anos, por novo processo de certificação com o objetivo de verificar se continua cumprindo o desempenho aferido inicialmente. Nesse período, devem ser apresentados dados anuais, de acordo com a necessidade específica de cada categoria.

“Na recertificação, o nível eventualmente sofrerá variação, devido à implantação de melhorias relacionadas às categorias avaliadas, ou mesmo à falta de manutenção adequada que poderá interferir nos resultados de desempenho. A qualquer momento, a equipe de projeto pode enviar documentação evidenciando o atingimento de outras categorias para melhorar o nível da certificação”, ressalta a arquiteta Maíra Macedo.

“Um dos grandes diferenciais do case da Setri é que a empresa se antecipou e encaminhou para os laboratórios credenciados do selo a avaliação da qualidade da água e do ar, o que normalmente seria feito pelo agente comissionador”

Maíra Macedo

DESAFIOS NACIONAIS

Uma das principais barreiras para a viabilização da certificação WELL no Brasil são os altos custos das taxas de registro, certificação e comissionamento pagas ao IWBI. Até junho de 2016, as tarifas estarão com valores reduzidos para incentivar que novos projetos busquem o selo. Essas taxas são proporcionalmente mais atrativas de acordo com a metragem construída, ou seja, quanto maior o projeto, mais barato fica por metro quadrado.

Além da questão financeira, ainda existem particularidades na certificação que não são habituais à realidade nacional, tais como a necessidade de monitorar os níveis de ozônio no ar externo e oferecer produtos de alimentação de origem animal que apresentem certificação classificada como Human Certified. “Existem somente dois fornecedores deste tipo no Brasil e para produtos diferentes”, informa o engenheiro Eduardo Straub, da consultoria StraubJunqueira, destacando que nenhuma dessas barreiras é um real impeditivo para a viabilização da certificação WELL no país.

Como qualquer nova certificação, o WELL ainda está em fase da maturação, porém deve evoluir rapidamente para minimizar as dificuldades e abranger melhor as diversidades de cada projeto e região.

Saiba mais sobre o case Setri:

O escritório da Setri tem 50 m2 de área total construída e está localizado em um edifício entregue no início da década passada. Por isso, a tipologia para a certificação foi de interiores existentes. “O projeto tem algumas particularidades e, para atendimento da certificação, foi necessário realizar uma série de adaptações, mas sem envolver reformas e obras”, afirma o engenheiro Eduardo Straub.

A empresa tem três ocupantes, todos sócios, e sua área de atuação está voltada para serviços ligados à saúde e qualidade de vida das pessoas dentro das edificações, o que facilitou a implantação de vários procedimentos e políticas exigidos pela certificação WELL.

O nível da certificação pretendida pelo projeto é o Ouro, o que exigiu mudanças físicas e comportamentais, com a alteração de velhos hábitos. Entre as soluções empregadas está a instalação de filtros mais eficientes no sistema de ar-condicionado, associado a equipamentos que monitoram a umidade relativa do ar e acionam dispositivos que garantem a correção para níveis adequados de conforto, ora umidificando, ora fazendo a desumidificação.

Outra solução foi a substituição de todas as lâmpadas para oferecer uma coloração mais confortável para o desenvolvimento das tarefas dentro do escritório e favorecer o relógio biológico dos ocupantes, sincronizando as funções fisiológicas no ciclo de 24 horas. “Um dos grandes diferenciais do case da Setri é que a empresa se antecipou e encaminhou para os laboratórios credenciados do selo a avaliação da qualidade da água e do ar, o que normalmente seria feito pelo agente comissionador”, fala Straub.

COLABORAÇÃO TÉCNICA

Eduardo Straub – É LEED AP BD+C, sócio da StraubJunqueira – Consultoria em Construção Sustentável. Engenheiro Civil, formado pela Escola de Engenharia Mauá, pós-graduado em Gestão Ambiental pelo SENAC, curso de especialização em Construções Sustentáveis pelo GBC Brasil; máster em Gestão de Sustentabilidade pela FGV, LEED AP BD+C; membro e participante dos comitês do Conselho Brasileiro de Construção Sustentável (CBCS); participante dos comitês do referencial técnico para residências – GBC Casa.

Luiza Junqueira – É LEED AP BD+C; DGNB Consultant e consultora do GBC Casa. Sócia da StraubJunqueira – Consultoria em Construção Sustentável. Arquiteta e Urbanista, formada pelo Centro Universitário Belas Artes de São Paulo. Ainda na universidade se tornou a primeira estudante LEED AP do Brasil. Atua na área de consultoria em sustentabilidade com ênfase em certificação LEED desde 2007, participando ativamente de empreendimentos certificados em todo o Brasil, dentre o quais destaca-se o primeiro empreendimento Core & Shell do país, a primeira escola da América Latina e a primeira sede de prefeitura do Brasil. Fez parte da equipe de vários outros como shoppings centers, arenas de futebol para a copa do mundo FIFA 2014, indústrias, entre outros do setor público e privado. Também é Consultora certificada DGNB (German Sustainable Building Council), e atua como voluntária do Living Building Challenge São Paulo. É professora do GBC Brasil, responsável pelo curso “Como se Tornar um LEED Green Associate”.

Maíra Macedo – Arquiteta e Urbanista LEED GA, Coordenadora de Relações Institucionais e Governamentais no Green Building Council Brasil, Mestre em Arquitetura Sustentável pela Universidad Politècnica de Catalunya e MBA em Gestão em Negócios Imobiliários pela ESPM.

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