Tendências Wellness no Ambiente Corporativo

Com o aumento da tecnologia e do desemprego, nunca foi tão importante encontrar e reter colaboradores certos para cada tipo de organização.  Mas como deixar os colaboradores felizes, produtivos e engajados?

Uma forma de manter talentos é garantir que os colaboradores sintam-se comprometidos e conectados ao trabalho que lhes interessa.  Mas, embora muitos líderes empresariais ainda não tenham certeza de como medir o nível de produtividade do colaborador, muitos já percebem que é fundamental investir na experiência do local de trabalho.

Logo, à medida que as empresas lutam para atrair e reter colaboradores talentosos, o ambiente de trabalho tornou-se um ponto importante de atração. Trabalhadores saudáveis ​​e engajados são os ativos mais valiosos para as empresas, e elas estão prestando muita atenção no papel que o local de trabalho pode ter na saúde de seus colaboradores. Na verdade, a falta de engajamento pode ter origens físicas, e muitas vezes existe um vínculo entre o projeto do ambiente de trabalho e o bem-estar.

Nesse cenário, globalmente muitas empresas estão tendo um olhar mais próximo ao impacto que o ambiente construído pode ter na saúde e bem-estar, através de cuidados que avaliam os ambientes em diferentes áreas, tais como conforto, iluminação, alimentação saudável, redução do estresse, incentivo a prática de atividades física, entre outras. Ou seja, para ter colaboradores produtivos, a empresa precisa lidar com eles integralmente.

Passos simples como melhorar a qualidade do ar, aumentar a iluminação natural e introduzir vegetação – que tipicamente trazem benefícios ambientais, como menor consumo de energia – também podem ter um impacto positivo relevante no retorno do investimento, melhorando a produtividade dos colaboradores, reduzindo o absenteísmo, o presenteísmo, os turnovers e os custos médicos.

Conheça as principais estratégias que uma empresa deve adotar para melhorar a qualidade de seu ambiente de trabalho e conheça os principais benefícios que essas mudanças trazem, através de resultados de projetos que já levam em consideração as mudanças constantes e cada vez mais rápidas que o século 21 trás nos ambientes corporativos e a influencia da geração Y, como uma nova forma de ocupar e se relacionar dentro desses espaços.

Veja o estudo sobre Tendências Wellness no Ambiente Corporativo!

Texto originalmente publicado no Blog do Green Building Council Brasil https://goo.gl/N9dNw6

Projeto de Consultoria da SJ é Destaque no Jornal Nacional

Na noite de ontem (29/08) o JN exibiu uma reportagem sobre as construções sustentáveis no Brasil! Como destaque apareceu a casa de nossos queridos amigos e clientes Henrique Cury e Luciana Daud, a 1a do Brasil a receber a Certificação pelo GBC Casa, nível Ouro!

Estamos muito orgulhosos de ver o fruto de nosso trabalho no Jornal Nacional!

Gostaríamos de parabenizar o casal pela inciativa e agradecer a todos os parceiros, que juntos acreditaram nesse projeto!

Assista a reportagem na íntegra no Link!

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Resumo da StraubJunqueira na #ExpoGBC17

Na ultima semana a StraubJunqueira participou ativamente da GreenBuilding Brasil, o maior evento de construção sustentável da América Latina. Foram dias bastante agitados e muito produtivos para a SJ. Terminamos a semana cansados mas com muita alegria, orgulho e sensação de dever cumprido!

Confira o resumo dos principais acontecimentos:

Terça-feira – 08/08:

1. Os dois únicos projetos WELL do Brasil, apresentados pelo CEO do IWBI- Rick Fedrizzi, são de nossa consultoria;
2. Palestra, em parceria com o arq. David Ito, para apresentar o Projeto “Somos Todos Imigrantes” que estamos fazendo a consultoria GBC Casa;
3. Palestra do projeto “Residencia HLC” no Expo Stage Hall, que recebeu a Certificação GBC Casa Ouro (Primeiro do Brasil exceto versão piloto), sob nossa consultoria;
4. Resultado de um estudo intenso de sustentabilidade na indústria e a aderência às certificações LEED feito para a Marcetex e divulgado no stand deles;
5. Maquete do Projeto “Casa das Birutas”, que estamos desenvolvendo a simulação de eficiência energética para a Certificação GBC Casa.

Quarta-feira – 09/08:

1. O dia começou cedo no café da manhã das mulheres. A Arq. Luiza Junqueira participou como Honorary Chair;
2. Em seguida foi o Eng. Eduardo Straub que apresetou, em parceria com o USGBC e IWBI, uma palestra sobre LEED & WELL e o futuro das construções. A palestra lotou e agradou muito;
3. Mais tarde foi a hora de homenagear Henrique e Luciana Cury, entregando ao casal a placa da Certificação GBC Casa Ouro da residência deles.

Quinta-feira – 10/08

  1. Palestra dos Arquitetos Luiza Junqueira e Leopoldo Pelico e do Eng. Adalberto Alves sobre o Case de Sucesso “Martecex” no Expo Stage Hall.

Sexta-feira – 11/08

  1. Dia de visita técnica na Residência HLC Certificada GBC Casa Ouro. A visita foi guiada pelo Eng. Eduardo Straub que mostrou todas as tecnologias incorporadas na residência que contribuíram para o resultado da Certificação.

Agora vamos em frente, continuar trabalhando duro que o ano esta somente na metade!

Circuito de Palestras – Qualidade no Trabalho 29/08/17

No dia 29/08, em parceria com a “Kinnarps”, “1 Item” e “Qualidade Corporativa”, estaremos em uma manhã de palestras e bate-papo sobre a “Qualidade do Ambiente de Trabalho”.

Como arquitetos e profissionais de facilities podem tornar os espaços de trabalho mais adequados ao ser humano e como mensurar o bem estar e produtividade dos funcionários nesta nova forma de ocupação corporativa serão alguns dos temas abordados.

Que tal se inspirar e aprender mais sobre como melhorar o ambiente de trabalho?
Não perca! Leia mais sobre o evento e faça sua inscrição através do link Vagas limitadas!

Venha entender tudo sobre o WELL: a certificação focada na saúde e bem estar que a sua empresa precisa!

Criada pelo IWBI – International Well Building Institute e lançada oficialmente em fevereiro de 2015, a certificação Well é a primeira focada na saúde e bem-estar das pessoas e atua de forma consonante e complementar a outros processos de certificação ambiental, tais como o LEED ou o Living Building Challenge. O IWBI acredita que os edifícios não devem ser melhores apenas para o planeta, mas também para as pessoas que os habitam, aproveitando o ambiente construído como um veículo de melhoria da saúde humana, bem-estar e conforto, melhorando os padrões de qualidade de vida e consequentemente o desempenho dos ocupantes.

Semelhante ao LEED, o Well possui 102 características descritivas e de desempenho classificadas entre pré-condições (obrigatórias) e otimizações (opcionais), que somadas devem satisfazer uma quantidade mínima e determinar o nível da certificação que varia entre prata, ouro ou platina. Já o conjunto de características esta subdividido em sete áreas de avaliação: ar, água, alimentação, iluminação, saúde física, conforto e mente e juntas trazem benefícios para os principais sistemas funcionais do corpo humano: cardiovascular, digestivo, endócrino, imunológico, tegumentar, muscular, nervoso, respiratório, ósseo e urinário.

Segundo a Arquiteta Luiza Junqueira, o primeiro projeto Well da StraubJunqueira, no Brasil, foi a certificação da empresa Setri, que tem um escritório comercial de 50 m2 de área total construída. A empresa possui somente três ocupantes, todos sócios, o que facilitou a implantação de alguns dos procedimentos e políticas que são exigidos pelo Well. Além disso, por tratar-se de uma empresa cujo core business é desenvolver serviços ligados à saúde e à qualidade de vida das pessoas dentro das edificações, a Setri entendeu que essa seria uma boa oportunidade para demonstrar sua preocupação com o tema. Seu know-how facilitou bastante na aplicação e atendimento dos requerimentos, principalmente no que tange a qualidade da água.

Para adaptar o escritório, uma série de mudanças físicas e comportamentais, como a mudança de velhos hábitos, foram incorporadas. Veja algumas dessas mudanças:

  • Instalação de filtros mais eficientes no sistema de ar condicionado, associado a equipamentos que monitoram os níveis de umidade relativa do ar e acionam dispositivos que garantem a correção para níveis adequados de conforto, ora umidificando, ora fazendo a desumidificação.
  • Substituição de todas as lâmpadas, visando atender uma coloração mais confortável para o desenvolvimento de tarefas dentro de um escritório e para favorecer o ritmo circadiano, responsável pelo relógio interno existente em humanos e animais, e sincronizar as funções fisiológicas no ciclo de 24 horas;
  • Instalação de iluminação de tarefa e ventiladores de mesa que proporcionam conforto e autonomia a cada um dos usuários.
  • Instalação de equipamentos que monitoram os níveis de qualidade do ar e iluminância.
  • Substituição de todos os produtos e equipamentos de limpeza e higiene pessoal, bem como treinamento dos ocupantes e equipe de limpeza para novos procedimentos de manipulação e uso desses produtos. A importância de treinar os ocupantes, bem como formalizar essas informações em políticas do escritório, garante que a informação perdure no projeto e não vá embora com as pessoas.
  • Instalação de novo mobiliário e adaptação do existente para garantir melhor ergonomia e conforto, garantindo maior flexibilidade e movimentos físicos aos usuários como estações para trabalhos para tarefas de pé e pequenas bicicletas ergométricas embaixo das mesas.
  • Instalação de vegetação para maior contato do usuário com a natureza, incorporando os conceitos de biofilia.
  • Implantação de uma série de políticas que visam à mudança de hábitos de alimentação para padrões mais saudáveis, o incentivo a prática de atividades físicas e ao bem-estar, políticas de transporte alternativo, incentivo a práticas altruístas, a implantação de novos procedimentos de compras e descarte dos resíduos, entre outras.

A importância da certificação – LEED e WELL

“Por que devo certificar meu edifício ou meu escritório?” Essa é uma pergunta que frequentemente me é feita por clientes e outros profissionais. E sempre antes que eu consiga responder, a segunda pergunta já vem na sequência. “Não dá na mesma aplicarmos somente as boas práticas?”

Tomo então um fôlego e hesito. “Sim e não!”

O “sim” é porque é verdade. Se aplicarmos todas as boas práticas de sustentabilidade em um edifício ou em um ambiente de escritório, ele será tão ou mais sustentável que uma outra edificação certificada. Porém, e esse é o meu “não”, o primeiro item a ser cortado no decorrer das análises orçamentárias são os custos e com eles se vão os painéis fotovoltaicos, os vidros low-e, a fachada ventilada, aquele paisagismo bem planejado, os cuidados durante a fase construtiva, a compra de materiais e produtos mais responsáveis para o meio ambiente e que não prejudicam a saúde dos ocupantes, os cuidados com a qualidade do ar e da água, o projeto de irrigação, a iluminação de baixo consumo… E o que sobra? Bem, um edifício ou escritório comum.

Já um edifício ou escritório que busca uma certificação, assina-se um compromisso durante a fase de concepção. Então mesmo que haja, e há, cortes orçamentários durante a fase projeto-obra, eles tendem a alinhar para um melhor custo-benefício, pois as estratégias não são simplesmente cortadas caso seu custo inicial seja maior que o esperado. Nesses casos, os profissionais (cliente, arquitetos, projetistas, construtores, consultores, etc) sentam e conversam sobre as possibilidades para o projeto e os benefícios daquela determinada estratégia durante a vida útil da edificação ou escritório. Isso se chama Processo Integrativo. Além disso, há a credibilidade do empreendimento ser verificado e auditado por terceira parte, facilitando inclusive a venda de escritórios em edifícios corporativos, e como há demanda, a cadeia de prestadores de serviços e fabricantes de materiais da construção civil começa a evoluir para atender os projetos em certificação.

Vendo  por esse ângulo, não é difícil afirmar que certificações como o LEED e o WELL aceleram todo o processo de mudança de paradigmas e na transformação positiva do setor da construção civil e de empresas. As certificações sempre estarão a alguns passos do que se entende hoje por eficiência, impactos socioambientais, economia, qualidade de vida, saúde e bem-estar. Quem sabe daqui a alguns anos todo esse conceito já não estará tão assimilado e permeado por todos os profissionais e aí sim as boas práticas serão introduzidas nas edificações e escritórios inconscientemente. E se me perguntarem “Por que?” não hesitarei em responder que é porque será a única forma que conheceremos de construir e criar ambientes pensando nos ocupantes, meio ambiente e sociedade.

Abraços e até a próxima.

Obs. Não deixe de comentar!

Eduardo Straub

Sócio-Proprietário da StraubJunqueira

Consultoria Especializada em Construção Sustentável e Qualidade de Vida, Saúde e Bem-Estar

 

Como melhorar a produtividade dos seus colaboradores, em 5 etapas!

 

Se ao analisar o custo do ciclo de vida de uma edificação, ou seja, desde o momento da concepção do projeto até sua demolição, e entender que de todo o dinheiro investido 2% são para as fases de projeto e construção, 6% para a fase de operação e manutenção e 92% relativos aos pagamentos de salários e encargos dos ocupantes e colaboradores, fica claro que o melhor investimento que se pode fazer é nas pessoas que ocupam e trabalham no edifício e nos escritórios. E quando se fala em investimento para colaboradores, fala-se em qualidade de vida, saúde e bem-estar. Por isso, listamos o que sua empresa pode fazer para aumentar a produtividade e melhorar o desempenho dos seus funcionários em 5 etapas.

 

ETAPA 1 – SAÚDE

Quem consegue desenvolver o seu trabalho e desempenhar o melhor da sua função com problemas de saúde? Construa, adapte ou faça melhorias nos ambientes internos do seu edifício ou escritório para promover um ambiente mais saudável para os seus colaboradores.

  • Monitore e controle a qualidade do ar dentro dos ambientes;
  • Garanta a qualidade da água entregue para consumo humano;
  • Adeque a qualidade da iluminação para atender o ritmo circadiano dos seus colaboradores;
  • Implemente políticas de alimentação saudável e atividades físicas;

 

ETAPA 2 – BEM-ESTAR

A síndrome do edifício doente (SED) é relacionada quando os ocupantes apresentam alguns sintomas ao permanecer no interior da edificação, porém, a simples saída do local já é suficiente para que os sintomas desapareçam. Promova o bem-estar dos seus colaboradores seguindo algumas estratégias como:

  • Ajuste os níveis de iluminação natural e artificial nas mesas de trabalho;
  • Faça o controle e monitoramento da umidade e temperatura interna;
  • Implemente um plano para minimizar os níveis de ruídos;
  • Evite que odores façam parte do ambiente de trabalho;
  • Promova a biofilia e beleza no local;

 

ETAPA 3 – QUALIDADE DE VIDA

Permita condições aos seus colaboradores além do simplesmente “trabalhar para viver” ou “viver para trabalhar”.

  • Crie e implemente políticas de trabalho, viagem, sono e suporte à família dos seus colaboradores;
  • Estabeleça um programa para que seus funcionários saibam administrar suas finanças;

 

 

 

ETAPA 4 – FELICIDADE

Segundo Dalai Lama, “A felicidade não é algo que vem pronto, é um resultado de suas ações”. Frase simples, forte e honesta. A felicidade é determinada por um conjunto de fatores e só conseguiremos realmente atendê-la se também tivermos atendido nossas expectativas em relação a nossa saúde, bem-estar e qualidade de vida.

  • Implemente programas para que seus colaboradores busquem seu altruísmo;
  • Crie um ambiente que desperte o sentimento de pertencimento nas pessoas;
  • Permita que seus funcionários se socializem no trabalho;

 

ETAPA 5 – ENGAJAMENTO

O engajamento também é o envolvimento e interação das pessoas em relação ao seu trabalho. E para que os seus colaboradores estejam engajados em suas funções e em relação à empresa é preciso que eles se sintam bem e estejam felizes. Além disso,

  • Evite tensões com seus colaboradores;
  • Detecte suas capacidades mais produtivas;
  • Empodere e descubra o potencial de cada um;
  • Coloque-os em posição de influência;
  • Compartilhe o sucesso da empresa;

 

Como pudemos observar nesse texto, para que realmente tenhamos um ambiente produtivo é preciso atender a todas as etapas. Pode-se por exemplo atender apenas a Etapa 1 – Saúde, porém, não espere que o desempenho dos seus colaboradores seja o mesmo de uma empresa que atende as 5 etapas.

E se todas as etapas forem atendidas, então a produtividade dos seus colaboradores no ambiente de trabalho virá através da:

  1. Redução do absenteísmo por motivos de saúde;
  2. Redução do absenteísmo por motivos familiares;
  3. Redução do presenteísmo;
  4. Redução do mau humor e comportamento;
  5. Redução do turnover e aumento da retenção de talentos;

 

Obrigado e até a próxima!

StraubJunqueira

 

Você se preocupa com os agrotóxicos, na sua alimentação? É hora de começar a pensar nisto!

Outro dia ouvi de alguém que nós, brasileiros, consumimos em média 4 litros de agrotóxicos por ano. Não sou engenheiro agrônomo e, honestamente, não entendo mais sobre agrotóxicos do que qualquer pessoa que conheço. Mas confesso que achei bem alto esse número e resolvi dar uma pesquisada para sondar se esse dado é real.

Vou fazer um breve resumo de tudo o que eu li e deixar você tirar suas conclusões.

Segundo o dossiê ABRASCO, 70% dos alimentos in-natura estão contaminados com agrotóxicos. Sendo que a ANVISA alerta que 28% contém substâncias não autorizadas. (EL PAÍS, 2015)

A OMS associa a substância glifosato ao câncer e, segundo o IBAMA, essa foi a substância mais vendida no Brasil em 2013. Mais! Uma pesquisadora sênior do MIT, Stephanie Seneff , alerta que o glifosato será o responsável por termos mais de 50% das crianças autistas até 2025. (THEMINDUNLEASHED, 2014).

Outra substância é o 2,4-diclorofenoxiacético, que é um dos ingredientes do chamado “agente laranja”, que foi pulverizado pelos Estados Unidos durante a Guerra do Vietnã, e que deixou sequelas em uma geração de crianças que, ainda hoje, nascem deformadas, sem braços e pernas. Essa substância tem seu uso permitido no Brasil e está sendo reavaliada pela Anvisa desde 2006. Ou seja, faz quase dez anos que ela está em análise inconclusa.(EL PAÍS, 2015)

A venda de agrotóxicos no Brasil em 2010 teve um aumento de 190% em comparação a 2009. Isso significa que cada brasileiro consome cerca de cinco quilos de venenos agrícolas por ano. Os dados fazem parte de um estudo da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), baseado em informações disponibilizadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). (EBC, 2012)

Segundo um levantamento da Anvisa, o pimentão é a hortaliça mais contaminada por agrotóxicos (segundo a Agência, 92% pimentões estudados estavam contaminados), seguido do morango (63%), pepino (57%), alface (54%), cenoura (49%), abacaxi (32%), beterraba (32%) e mamão (30%). Há diversos estudos que apontam que alguma substâncias estão presentes, inclusive, no leite materno. (EL PAÍS, 2015)

Mais de 30 tipos de pesticidas proibidos na União Europeia continuam a ser usados no Brasil, como o endosulfan, clorado que se aloja na gordura e, por isso, pode ser encontrado inclusive no leite materno. Mesmo com o uso de EPIs, é impossível estar imune a esses produtos, acentua Wanderlei Pignati. (IHU, 2013)

Engraçado que ao ler a parte dos EPIs no parágrafo acima, me lembrei de uma outra matéria que li no ano passado sobre a relação entre suicídios e agrotóxicos entre os produtores de tabaco no Rio Grande do Sul. Acontece que as empresas fumageiras “orientam” corretamente os agricultores sobre o uso de EPIs na aplicação do agrotóxico, porém…

“o agrotóxico, para fazer efeito, tem que ser aplicado quando tem sol, naqueles calorões infernais de novembro. O suor embaça os óculos (do equipamento), a máscara sufoca, falta ar. A luva prejudica a coordenação motora fina”, conta Mateus Rossato, 35 anos, que trabalhou na lavoura da família dos 12 aos 20 anos, em Nova Palma, a 224 km da capital gaúcha. ( G1, 2016)

O MMA traz uma publicação sobre agrotóxicos e menciona parte da Lei 7.802/89 que dispõe sobre a pesquisa, a experimentação, a produção, a embalagem e rotulagem, o transporte, o armazenamento, a comercialização, a propaganda comercial, a utilização, a importação, a exportação, o destino final dos resíduos e embalagens, o registro, a classificação, o controle, a inspeção e a fiscalização de agrotóxicos, seus componentes e afins. (MMA)

Vale ler também uma matéria do O GLOBO em que publicarei apenas a manchete aqui. “Brasil fiscaliza agrotóxico só em 13 alimentos, enquanto EUA e Europa analisam 300”. (O GLOBO, 2014)

Por fim, para não dizerem que tenho apenas um lado, tem uma publicação que desmistifica que ingerimos 5,2 litros de agrotóxicos por ano e que os cálculos feitos por quem chegou nesse resultado são grosseiros. (VEJA, 2015 – Caçador de Mitos).

Mas a pergunta que fica é “O que podemos fazer? Estamos rendidos?”

O capítulo de Qualidade da Água para consumo humano do WELL traz uma pesquisa feita pelo U.S. Geological Survey de 1990 que aponta pesticidas em todos os rios de áreas agrícolas, urbanas e em 30% a 60% das águas subterrâneas. Essas substâncias podem contaminar os sistemas de abastecimento de água e de drenagem. A estratégia é utilizar filtros de carbono para eliminar substâncias como a Atrazina, associada a problemas endócrinos e cardiovasculares. Simazina, Glifosato, Nitrato e 2,4-diclorofenoxiacético.

Outra tendência mundial são os Urban Farmings, em que as pessoas criam hortas nas cidades para abastecimento próprio. Já há casos de restaurantes produzindo seus próprios alimentos para servir a seus clientes. O WELL traz no capítulo de alimentação que não há pesquisas conclusivas sobre os efeitos na saúde ao se consumir alimentos orgânicos e não orgânicos, porém, estudos apontam que há níveis mais altos de antioxidantes e níveis mais baixos de pesticidas e de bactérias resistentes a antibióticos em alimentos orgânicos comparados aos convencionais.

Sem dúvidas esse será um dos nossos grandes desafios. Como produzir alimentos mais saudáveis e em grandes quantidades?

Dependemos de ações mais assertivas por parte do governo e de estudos mais conclusivos por parte da academia e das empresas fabricantes. No entanto, o jeito por enquanto é irmos traçando nossas próprias estratégias para minimizar o problema. Qual é a sua?

Abraços e até a próxima.

Obs. Não deixe de comentar!

Eduardo Straub

Você se preocupa com a qualidade do ar dentro do seu escritório?

Um estudo divulgado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) mostra que 92% da população mundial vive em áreas com níveis de contaminação acima do recomendado. Segundo o IWBI – International WELL Building Institute, a poluição do ar é a número 1 das causas de mortalidade prematura com 7 milhões no mundo ou 1/8 das mortes prematuras global. No BRASIL são 41,7 mil mortes por ano.

A má qualidade do ar está associada a problemas de saúde como asma, alergias, dores de cabeça, câncer de pulmão, irritações de garganta, nariz e olhos, dentre muitos outros. A CETESB monitora de perto a qualidade do ar externo no Estado de São Paulo e você pode conferir nesse LINK.

Mas e a qualidade do ar dentro do seu escritório? Você sabe como ela está?

O ar interno das edificações pode ser degradado devido a má qualidade do ar externo e a baixa ventilação desses ambientes expõe as pessoas a presença de COVs (Compostos Orgânicos Voláteis), PAHs (Hidrocarbonetos Aromáticos Policíclicos), micróbios, particulados, ozônio, monóxido de carbono, dióxido de nitrogênio, dióxido de enxofre e UFA! Além disso, a baixa qualidade da ventilação permite que o ambiente seja ocupado pelo CO2. Sabe aquela dor de cabeça no fim do dia ou aquele cansaço extremo que não te deixa focar no trabalho? Prazer, CO2.

Mas o que podemos fazer para melhorar a qualidade do ar? Podemos juntar as mãos para o céu e rogar um “Livrai-nos do Mal” ou podemos adotar algumas boas práticas como:

  1. Monitorar e controlar a qualidade do ar interno utilizando equipamentos que meçam o CO2, ozônio, temperatura, umidade e particulados.
  2. Ter certeza que o seu sistema de ar condicionado tem renovação do ar e que a taxa de renovação atende a densidade de pessoas do seu escritório.
  3. Fumar dentro de ambientes fechados já é proibido por lei, contudo é preciso advertir as pessoas para que fumem longe de aberturas como portas e janelas e das tomadas de ar externo do sistema de ar condicionado.
  4. Ainda sobre a entrada de ar externo do sistema de ar condicionado, tenha certeza que o mesmo não está em local onde há passagem de veículos, perto de fontes contaminantes e que ele não esteja obstruído.
  5. Instalar filtros finos no sistema de ar condicionado para reter os particulados. (E não esquecer da manutenção).
  6. Fazer a limpeza periódica dos dutos do sistema de ar condicionado.
  7. Quando for fazer reformas ou reparos no escritório, utilizar produtos como tintas, colas, adesivos e selantes que tenham baixo COV – Composto Orgânico Volátil.
  8. Fazer inspeções periódicas nos ambientes para verificar a presença de mofo e controlar a umidade internamente para que fique entre 40% e 60%.
  9. Ter um bom capacho na entrada do edifício e/ou escritório para que as pessoas não levem a sujeira da rua para dentro dos ambientes.
  10. Utilizar produtos de limpeza e pesticidas menos agressivos para a saúde humana.
  11. Ao abrir a janela do escritório, ter certeza que a qualidade do ar externo está boa e não contaminará os ambientes internos.

São procedimentos simples, porém que deixamos de lado no dia a dia. Adotar políticas para verificar e corrigir os problemas encontrados é uma ótima maneira de controlar a qualidade interna do ar dentro do seu escritório.

Abraços e até a próxima.

Obs. Não deixe de comentar!

Eduardo Straub

Sócio-Proprietário da StraubJunqueira

Consultoria Especializada em Construção Sustentável e Qualidade de Vida, Saúde e Bem-Estar